Previsão de El Niño reforça a necessidade de planejamento e organização da Atenção Primária à Saúde
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Conforme informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no final de março de 2026, e reforçadas nas últimas semanas, análises do Centro de Previsão Climática da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) indicam probabilidade elevada de estabelecimento do fenômeno El Niño a partir de meados deste ano.
Os dados apontam que, entre os meses de julho e agosto, a probabilidade de ocorrência do fenômeno é de aproximadamente 60%, aumentando para mais de 90% a partir de agosto. No Brasil, o El Niño costuma provocar efeitos distintos entre as regiões do país: enquanto as regiões Norte e Nordeste apresenta maior risco de estiagens, a Região Sul tende a registrar volumes elevados de chuva, com potencial impacto sobre a infraestrutura, os serviços essenciais e a saúde da população.
Diante deste cenário, torna-se fundamental que os gestores públicos, especialmente da área da saúde, elaborem e fortaleçam planos de ação e planos de contingência, com o objetivo de subsidiar respostas oportunas e eficazes frente às possíveis demandas decorrentes do fenômeno climático.
O planejamento estratégico possibilita a execução de ações articuladas, coordenadas e com maior impacto positivo tanto para os profissionais de saúde quanto para a comunidade. Planejar é um ato de prevenção, que permite agir com base em informações técnicas, reduzir riscos, minimizar danos e organizar os fluxos de trabalho de maneira mais assertiva.
A Atenção Primária à Saúde (APS), enquanto ordenadora do cuidado e principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), deve estar devidamente preparada para responder às necessidades da população em seu âmbito de atuação, considerando tanto os impactos físicos quanto os psicológicos associados a eventos climáticos extremos. Nesse contexto, a construção e a descrição detalhada de um plano de contingência estruturado são essenciais para assegurar respostas rápidas, organizadas e resolutivas.
Como apoio a esse processo, materiais informativos e orientadores para gestores e equipes de saúde estão disponíveis no site da Atenção Primária à Saúde do Rio Grande do Sul. No mesmo endereço, também pode ser acessada a Coletânea de Guias Rápidos, que oferecem subsídios técnicos para auxiliar profissionais de saúde e gestores na organização das ações e na qualificação do cuidado.
A construção de planos de contingência e de ação representa uma estratégia fundamental de prevenção, organização do sistema de saúde e fortalecimento da capacidade de resposta da APS frente aos desafios impostos pelos eventos climáticos, contribuindo para a proteção da saúde da população e a continuidade dos serviços essenciais.
Mantenha-se atualizado acompanhando as comunicações do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual da Saúde e Defesa Civil.
Fonte: INMET – Instituto Nacional de Meteorologia.