PROGRAMA INVERNO GAÚCHO COM SAÚDE REFORÇA APOIO À APS DOS MUNICÍPIOS
Portaria SES Nº 259/2026 e o reforço na Atenção Primária à Saúde do RS
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A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel fundamental no cuidado integral da população em seu território. Por meio dela, são desenvolvidas ações de prevenção de doenças, promoção da saúde, reabilitação, acompanhamento contínuo dos usuários, visitas domiciliares, reorganização do fluxo de atendimento conforme as necessidades de cada indivíduo, dentre outras ações.
Essas ações não se restringem ao espaço físico da unidade de saúde. Pelo contrário, estendem-se por todo o território de abrangência, fortalecendo o vínculo com a comunidade e garantindo um cuidado mais próximo e resolutivo. Nesse contexto, as ações de vacinação têm papel destacado, contribuindo diretamente para a melhoria do processo saúde-doença da população e para a redução da ocorrência de agravos evitáveis.
Uma APS bem estruturada impacta positivamente todo o sistema de saúde. Quando fortalecida, ela ajuda a evitar a sobrecarga de outros níveis de atenção, como os serviços hospitalares. Por outro lado, quando fragilizada, pode resultar no aumento da demanda por atendimentos de maior complexidade. Assim, uma Atenção Primária qualificada, organizada e atuante promove saúde no território e contribui de forma decisiva para o bom funcionamento da rede de atenção à saúde como um todo.
Com a chegada do inverno, os casos de doenças respiratórias tendem a aumentar e impactam diretamente a saúde das pessoas, das famílias e da comunidade como um todo. Além do sofrimento individual, esses agravos também geram maior demanda por atendimentos e internações, sobrecarregando os serviços de saúde.
Para enfrentar esse cenário e evitar a desassistência à população, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul publicou a Portaria SES nº 259/2026, que autoriza o repasse complementar de recursos aos municípios. A medida integra o Programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026 e tem como objetivo fortalecer as ações da APS durante o período mais crítico do ano.
A portaria permite que os gestores municipais ampliem o horário de funcionamento das unidades de saúde, ofereçam atendimento aos finais de semana, intensifiquem ações nos territórios, como a vacinação extramuros, e adquiram medicamentos e insumos essenciais. Mais informações sobre o Programa podem ser encontradas no site oficial Inverno Gaúcho com Saúde.
Entre as estratégias para minimizar os efeitos da circulação dos vírus respiratórios nas comunidades, a vacinação contra a gripe segue sendo a principal ferramenta de prevenção para evitar o agravamento por Influenza e a sobrecarga sistema de saúde. Vacinar-se significa proteger o próprio corpo e reduzir o risco de complicações que podem levar à hospitalização ou mesmo ao óbito.
Cobertura vacinal abaixo do esperado acende alerta
Dados preliminares da campanha de vacinação contra a gripe de 2026 mostram um cenário de alerta. Nas primeiras semanas da campanha, a cobertura vacinal no Rio Grande do Sul atingiu apenas 11%, índice inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando havia alcançado 15% (fonte: Ministério da Saúde - https://infoms.saude.gov.br/extensions/SEIDIGI_DEMAS_ESTRATEGIA_INFLUENZA_OCORRENCIA/index.html?regiao=nacional).
O Ministério da Saúde preconiza que a cobertura vacinal alcance no mínimo 90% dos grupos prioritários, como idosos, crianças e gestantes. No entanto, em 2025, a cobertura geral no estado chegou a apenas 49,4%, o que representa pouco mais da metade do recomendado. Ao analisar os grupos prioritários separadamente, os números são ainda mais preocupantes:
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Pessoas idosas: 53%
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Crianças: 39,5%
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Gestantes: 29,8%
Esses dados evidenciam a baixa adesão da população à vacinação contra a gripe, especialmente entre aqueles que apresentam maior risco de complicações.
Em 2026 o grupo prioritário das crianças é o que tem a cobertura mais baixa, atualmente com menos de 10%. No ano de 2025 as crianças representaram 47,4% de todas as internações por SRAG no estado e houve 70 óbitos nesta faixa etária.
Baixa vacinação reflete no aumento das internações e óbitos
A consequência direta dessa baixa cobertura vacinal aparece nos dados de hospitalização. Segundo o Painel de Hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em 2025 o Rio Grande do Sul registrou 20.619 hospitalizações, com 1.861 óbitos.
Um dado ainda mais alarmante é que 78,8% das pessoas internadas por Influenza não tinham se vacinado, o que reforça o papel fundamental da vacinação na prevenção de desfechos graves. Em 2026, os números já acendem um sinal de alerta: entre a primeira semana de janeiro e meados de abril, foram registradas 2.269 hospitalizações por agravos respiratórios e 146 óbitos no estado.
Vacinar é um ato de cuidado coletivo
Esses dados demonstram claramente a importância de manter o esquema vacinal atualizado e de buscar a vacina contra a gripe o quanto antes. Pessoas não vacinadas estão mais suscetíveis a adoecer, a desenvolver quadros graves e a necessitar de internação hospitalar, contribuindo para a superlotação dos serviços de saúde.
Além de evitar internações, a vacinação reduz significativamente a gravidade da doença quando a infecção ocorre, permitindo que o cuidado seja realizado na unidade de saúde e no domicílio, com segurança. Estar com as vacinas em dia é um gesto de responsabilidade individual e coletiva. É cuidar de si, da família e da comunidade. Vacinas salvam vidas e promovem qualidade de vida.
Não deixe para amanhã o que você pode prevenir hoje. Vacine-se!
Para saber mais, acesso ao site da Atenção Primária do Rio Grande do Sul em https://atencaoprimaria.rs.gov.br/covid-19-influenza-e-outros-virus-respiratorios